À ela
Pobre da mãe, ser que carrega consigo por longos nove meses a criatura que, daqui há alguns anos, lhe trará os maiores desgostos e proliferará suas melancolias. A mãe - criatura gentil - cria seu rebento para o mundo, que o arranca dos braços sem dó nem piedade. Ela tenta resgatá-lo, mas o mundo, com seu charme e sedução, faz com que o filho mergulhe cada vez mais fundo em suas reentrâncias, e a cria do ventre cada vez mais se afasta. A sina da mãe é a solidão. Ela nasce pra ser só. Ela morre só.
Peço desculpas à minha, que tanto fez, faz e jura fazer, por não ser aquilo que aos céus implorou que eu fosse. Por não ser seu motivo de orgulho e alegria. Por ser apenas sua fonte de desgosto e decepção. Por apenas saber amá-la.
Desculpe.
Peço desculpas à minha, que tanto fez, faz e jura fazer, por não ser aquilo que aos céus implorou que eu fosse. Por não ser seu motivo de orgulho e alegria. Por ser apenas sua fonte de desgosto e decepção. Por apenas saber amá-la.
Desculpe.


1 Palavras amigas:
Mãe, sinônimo de honra. Não seja o que ela quer; apenas ame, respeite e proteja. Dou a vida pela minha.
ps. Obrigado pela visita, também escreve muito bem! Acompanho seu blog!
Graças a
Anônimo, Ã s 05 janeiro, 2009 02:41
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